As dinâmicas de grupo oferecem às pessoas
uma resposta às necessidades lúdicas escassas em diversos ambientes, com o
objetivo de integrar o grupo e possibilitar um retorno dos dados necessários.
Geralmente criativas e atrativas e que possam fomentar nas pessoas um lado
descontraído e critico.
As técnicas participativas geram um
processo de aprendizagem libertador porque permitem:
1. Desenvolver um processo coletivo de
discussão e reflexão.
2. Ampliar o conhecimento individual,
coletivo, enriquecendo seu potencial e conhecimento.
3. Possibilita criação, formação,
transformação e conhecimento, onde os participantes são sujeitos de sua
elaboração e execução.
TIPOS DE TÉCNICAS/DINÂMICAS
TÉCNICA QUEBRA GELO
Ajuda a tirar as tensões do grupo,
desinibindo as pessoas para o encontro. Pode ser uma brincadeira onde as
pessoas se movimentam e se descontraem. Resgata e trabalha as experiências de
criança. São recursos que quebram a seriedade do grupo e aproximam as pessoas.
TÉCNICA DE APRESENTAÇÃO
Ajuda a apresentarem-se uns aos outros,
possibilitando descobrir: quem sou de onde venho, o que faço, como e onde vivo,
o que gosto, sonho, sinto e penso. Sem máscaras e subterfúgios, mas com
autenticidade e sem violentar a vontade das pessoas.
Exige diálogo verdadeiro, onde partilho o
que posso e quero ao novo grupo. São as primeiras informações da minha pessoa.
Precisa ser desenvolvida num clima de confiança e descontração. O momento para
a apresentação, motivação e integração. É aconselhável que sejam utilizadas
dinâmicas rápidas, de curta duração.
TÉCNICA DE INTEGRAÇÃO
Permite analisar o comportamento pessoal e
de grupo, a partir de exercícios bem específicos, que possibilitam partilhar
aspectos mais profundos das relações interpessoais do grupo. Trabalhar a
interação, comunicação, encontros e desencontros do grupo. Ajuda a sermos
vistos pelos outros na interação de grupo e como nos vemos. O diálogo profundo
no lugar da indiferença, discriminação, desprezo, vividos pelos participantes
em suas relações. Os exercícios interpelam as pessoas a pensar suas atitudes e
seu ser em relação.
TÉCNICAS DE ANIMAÇÃO E RELAXAMENTO
Tem como objetivo eliminar as tensões,
soltar o corpo, voltar-se para si e dar-se conta da situação em que se
encontra, focalizando cansaço, ansiedade, fadigas etc. Elaborando tudo isso
para um encontro mais ativo e produtivo. Estas técnicas facilitam um encontro
entre pessoas que se conhecem pouco e quando o clima de grupo é muito frio e
impessoal. Devem ser usadas quando necessitam romper o ambiente frio e
impessoal ou quando se está cansado e necessita retomar uma atividade.
TÉCNICA DE CAPACITAÇÃO
Deve ser usada para trabalhar com pessoas
que já possuem alguma prática de animação de grupo. Possibilita a revisão, a
comunicação e a percepção do que fazem os destinatários, a realidade que os
rodeia. Amplia a capacidade de escutar e observar. Facilita e clareia as
atitudes dos animadores para que orientem melhor seu trabalho de grupo, de
forma mais clara e livre com os grupos.
DINÂMICAS RELATIVAS A CRIATIVIDADE:
DINÂMICA PARA VENDAS
1ª Parte - A Dinâmica
Material: Sulfite - Canetas - Lápis -
Pincéis p/ quadro magnético
Preparação: - checar arrumação sala e
materiais, - cortar as tiras com os 11 tipos psicológico e por num envelope
para sorteio.
Instruções: Cada participante terá 20 min.
para que individualmente prepare uma apresentação de 5 min. de si mesmo para o
grupo, devendo ser criativo e original, como se ele próprio fosse um produto a
ser vendido para os demais. No momento que for iniciar a sua apresentação
pessoal, retirará um papel contendo um tipo psicológico, sem abri-lo. Durante a
apresentação, o coordenador dará um sinal, indicando que deverá abrir o papel
sorteado. Sem paradas e sem perder o ritmo, deverá abrir o papel sorteado com
um tipo psicológico e continuar sua apresentação, imediatamente compondo o
personagem - SEM QUALQUER PARADA OU INTERRUPÇÃO para finalizar os 5 min. Este
papel, contendo o tipo psicológico não poderá ser mostrado ao restante do
grupo, devendo ser, após sua leitura, guardado no bolso.
Ao término da apresentação, anotar no
quadro o nome do candidato e o grupo todo indicará que tipo ele compôs, devendo
ser anotado na frente do nome correspondente. Passar para outro candidato e
assim sucessivamente. No final, ir revelando, de acordo com a ordem em que se
apresentaram o tipo que cada um tentou compor e checar com a percepção do grupo
que foi anotada no quadro.
Tempo médio: 2h
2ª Parte - A Escolha
Anotar no quadro o nome de todos os
participantes em coluna, deixando espaço à frente do nome de cada um.
Individualmente e em ordem alfabética, cada um deverá votar em dois
participantes que escolheriam para ocupar o cargo em função da apresentação,
levando em consideração: jogo de cintura, criatividade, desenvoltura,
agilidade, segurança, etc. Os participantes devem limitar-se a dar os dois
nomes e não emitir qualquer justificativa.
3ª Parte - Encerramento
Solicitar que cada um dê um feedback breve
sobre a técnica, como se sentiram, etc. Agradecimentos e comprometimento em dar
um retorno no dia seguinte.
CARTAZ
Objetivos: Favorecer a desinibição,
aprofundar o conhecimento entre os membros do grupo e estimular a criatividade.
Material: Papel e lápis (podem ser lápis
coloridos).
Processo: Distribuir papel e lápis para
cada participante do grupo, que estará posicionado em círculo. Orientar que
cada pessoa deverá fazer um desenho – qualquer desenho – que represente algo de
si. Não importa que não se saiba desenhar; deve ser bastante espontâneo. Marcar
um tempo de dez minutos para cada um confeccionar o seu cartaz. Uma vez
concluídos os cartazes, casa pessoa deve sair do seu lugar, mostrar o cartaz,
de forma visível, aos demais membros do grupo e proceder a sua apresentação,
nome e explicação do desenho.
DINÂMICA RELATIVA A LIDERANÇA
Pedir aos participantes que saiam da sala
(oferecer café ou criar artifício para que todos saiam da sala). Revirar a
sala, jogando papéis no chão, espalhando revistas, cadernos cadeiras, etc.
Assim que as pessoas voltarem para a sala e perguntarem o que aconteceu, dizer
que é cego, surdo e mudo, e que eles devem fazer o que quiserem. A partir daí,
o participante que tiver maior iniciativa e começar a arrumar a sala é aquele
que lidera o grupo, e o que só fica olhando geralmente é o que espera as coisas
acontecerem.
ABRIGO SUBTERRÂNEO
Imaginem que nossa cidade está sob ameaça
de um bombardeio. Aproxima-se um homem e lhes solicita uma decisão imediata.
Existe um abrigo subterrâneo que só pode acomodar 6 (seis) pessoas. Mas 12
(doze) pretendem entrar.
Abaixo há uma relação de 12 (doze) pessoas
interessadas a entrar no abrigo. Faça sua escolha, destacando apenas 6 (seis)
delas:
( ) Um violinista com 40 anos, narcótico
viciado.
( ) Um advogado, com 25 anos, HIV +.
( ) A mulher do advogado, com 24 anos, que
acaba de sair do manicômio. Ambos preferem ou ficar juntos no abrigo ou fora
dele.
( ) Um sacerdote com 75 anos.
( ) Uma prostituta, com 34 anos.
( ) Um ateu com 20 anos, autor de vários
assassinatos.
( ) Uma universitária que fez voto de
castidade.
( ) Um físico, 28 anos, que só aceita entrar
no abrigo se puder levar consigo uma arma.
( ) Um declamador fanático, com 21 anos.
( ) Uma menina de 12 anos e baixo QI.
( ) Um homossexual, com 47 anos.
( ) Um excepcional, com 32 anos, que sofre
de ataques epiléticos.
CONCLUSÃO: Fazer com que os participantes
juntem-se em grupos e discutam quem seriam essas pessoas a entrar no abrigo
subterrâneo. Deixá-los discutir durante 15 minutos e fazer anotações sobre quem
está tomando as decisões, quem não está se impondo, quem tem maior autonomia
sobre o grupo. Após terminado o tempo, perguntar a cada grupo quem entra e quem
não entra no abrigo e o porque de suas escolhas.
DINÂMICA RELATIVA A COMUNICAÇÃO
REUNIÃO NÃO VERBAL
Objetivos: Incentivar o uso de outra forma
de comunicação que não a verbal.
Processo: O animador inicia, explicando
que os pensamentos e sentimentos devem ser expressos segundo um estilo. As
descobertas científicas são escritas em linguagem técnica; a música é escrita e
executada; outros sentimentos criativos são pintados, cantados, dançados,
falados, representados. Seja de que modo for, a pessoa comunica sua experiência
através do uso ou postura de seu corpo ou de alguma parte do mesmo. A seguir os
participantes são avisados pelo animador de que não podem expressar-se com
palavras escritas ou faladas. Os membros do grupo são orientados para que se
amontoem na sala, procurando relacionar-se entre si durante quinze minutos, sem
palavras. Decorrido o tempo, seguem-se os comentários acerca da experiência
vivenciada, podendo cada qual expressar em palavras suas descobertas e os seus
sentimentos.
DINÂMICA RELATIVA A TRABALHO EM EQUIPE
TRABALHO EM EQUIPE
Material necessário: diversas bexiguinhas
ou balões vazios.
Os participantes devem estar em pé,
dispostos em um círculo. Entregue para cada um deles uma bexiguinha ou balão
vazio e peça para encherem, imaginando que, ao soprarem, estarão colocando
dentro do balão um determinado problema (um atendimento a um cliente irritado,
por exemplo). Todos devem encher a bexiga ou balão.
Depois de cheias e fechadas, peça para o
grupo simplesmente atirar os balões para cima, em direção ao centro do círculo,
mantendo-as todas no ar, sem deixá-las cair no chão. Permita a livre movimentação
de todos, para que os balões não encostem no chão.
Deixe o grupo “aquecer” por um minuto ou
dois e vá “retirando” os participantes um a um, ordenando que os restantes
continuem a manter os balões voando.
Quando não for mais possível manter todos os
balões voando, encerre a atividade e questione o grupo sobre:
- Como é trabalhar numa equipe onde todos
participam e todos ajudam?
- E como fica quando os demais membros da
nossa equipe, simplesmente resolvem não cooperar mais? Conseguiremos facilmente
dar conta de nossos problemas?

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